Na última quinta e sexta-feira o professor da Fatec Lins Rogério Pinto Alexandre participou da Competição de Inovação Tecnológica da UNESP. A competição contava com um total de 60 equipes nos quais 15 projeto foram selecionados para a etapa final em São Paulo. O professor da Fatec juntamente com Albert Augusto de Assis sob orientação do professor Adriano Wagner Ballarin ganharam a competição e agora disputará torneio mundial nos Estados Unidos. Confira abaixo a matéria divulgada no portal da competição (http://unespinovacao.org/news-2/) .

O projeto de um durômetro automatizado portátil foi o vencedor da competição I2P (Idea to Product) promovido pela Agência Unesp de Inovação (AUIN). Invenção servirá para medir a dureza de madeiras utilizada em dormentes de ferrovias, móveis ou mesmo para testes em laboratório. O resultado foi divulgado na sexta-feira, 22 de agosto, no final da competição, realizada no prédio do Instituto de Física Teórica, Câmpus de São Paulo.

O equipamento foi projetado pelos pós-graduandos  Albert Augusto de Assis, Rogério Pinto Alexandre, sob orientação do professor Adriano Wagner Ballarin, todos da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), Câmpus de Botucatu. O projeto foi pensado para solucionar o problema da medição da dureza dos dormentes das ferrovias, que, por legislação, devem ser dispostos de uma determinada maneira de acordo com um maior ou menor grau dessa qualidade do material, de acordo com Assis. "Contudo, é muito difícil medir essa característica em eucaliptos, por exemplo, no método tradicional", disse.

A solução encontrada pela equipe parece simples. Uma haste de ferro é erguida, chocando-se com a madeira. Pela medição do deslocamento da haste por meio de sensores, os resultados são dados 5 milésimos de segundo após em um display digital. Apesar da simplicidade, os estudantes disseram que foram necessários muitos cálculos para se chegarem aos dados confiáveis.

Ainda, de acordo com Assis, o durômetro pode substituir os existentes nos laboratórios de qualidade pelo país, por ser mais barato, menor, e dar as respostas mais rápidas do que os modelos atuais.

"Em uma competição desse tipo, voltada para a inovação, o desafio é superar a nós mesmos para enxergarmos toda a potencialidade de mercado de nossa criação", avaliou Ballarin.

Para saber mais sobre o durômetro, acesse: http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/acervo/49/quem-diria

A premiação da equipe vencedora será competir no I2P mundial, a ser realizado em Austin, no Texas (EUA). "É uma oportunidade de mostrar a inovação para os vencedores da Europa, Ásia, América Latina, e dos Estados Unidos", disse o organizador do evento Renê José Rodrigues Fernandes. Ele é gerente de projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios  da FGV (FGVcenn) e. diretor do I2P Latin America.

Pela transferência tecnológica
A equipe vencedora foi escolhida entre um universo de 15 finalistas. Estes, por sua vez, foram selecionados entre 25 propostas enviadas à Auin pelos diversas unidades universitárias. "As propostas finalistas foram aquelas que apresentaram um maior nível de desenvolvimento dos projetos, visando o mercado", explicou Rita Costoya, gerente de Transferência de Tecnologia da agência.

Em um dos casos bem apresentados e defendidos estava o projeto da equipe Livre, da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá. Representada pelo pós-graduando Julio Oliveto Alves, ela apresentou o "Radical", um  sistema com motor elétrico e uma bateria que se acopla a cadeiras de rodas convencionais. O Radical, que já tem 4 modelos em teste, visa dar maior liberdade e mobilidade aos cadeirantes nas cidades. O projeto ficou com o segundo lugar.

I2P na Unesp
A Competição Idea to Product (I2P) é uma ferramenta elaborada nos Estados Unidos, em 2001, visando aprofundar o debate sobre inovação e comercialização de tecnologia e promover o espírito empreendedor entre os estudantes da Unesp.

Desde 2008, a competição espalhou-se pelo mundo. E em 2009, a equipe Nanotoia, representada pelo então doutorando do Instituto de Química, Câmpus de Araraquara, Thiago Sequinel, foi a campeã mundial, com o projeto da produção e comercialização de cerâmicas de revestimento (pisos e azulejos) impregnadas com agentes bactericidas, em duas formulações: óxido de titânio e estanho e somente óxido de titânio. A titânia já é bem conhecida como forte agente bactericida.

E neste ano, a AUIN lançou uma competição própria para estimular a inovação entre estudantes, professores e pesquisadores da Universidade. "A Inovação se dá pela transferência de tecnologia da universidade para a sociedade", explico Vanderlan Bolzani, diretora executiva da Agência. "E essa ferramenta servirá de auxílio para o conhecimento sobre como se dá essa transferência e também dar luz para projetos com grande potencial, mas que talvez ainda não tinha essas percepções."